Edição do mês
Newsletter RSS Edições Passadas Twitter Fale com a Redação Folheie a Revista!
Revista Bravo!
Publicidada de Veja!

Teatro e Dança > A Revista
Teatro e Dança

 

Revista BRAVO! | Dezembro/2008

OS MELHORES ESPETÁCULOS NA SELEÇÃO DE BRAVO!

Por Gabriela Mellão (Teatro)

 

CALÍGULA CALÍGULA

De Albert Camus. Tradução de Dib Carneiro Neto. Direção de Gabriel Villela. Com Thiago Lacerda, Walderez de Barros (foto), Pascoal da Conceição, Magali Biff, entre outros.

O espetáculo: A história de Calígula, terceiro imperador romano, conhecido por ser extravagante e cruel. Polêmico, ele foi amante da própria irmã e perdeu os limites do poder, da liberdade e da razão, negando laços com a humanidade.

Por que ir: Pelo texto, um clássico da dramaturgia de Albert Camus, um dos intelectuais mais importantes do século 20, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1957.

Preste atenção: Em como o diretor, conhecido por seu estilo barroco, aposta na sobriedade, caminho trilhado em Salmo 91, uma de suas montagens anteriores. Privilegia, assim, o trabalho do ator e o papel do texto.

Onde: Sesc Pinheiros — Teatro Paulo Autran (rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo, SP, tel. 0++/11/3095-9400. Quan­do: 6a e sáb., às 21h, e dom., às 18. Até 21/12. De R$ 5 a R$ 20.

Veja também: O Homem no Escuro. Concepção e interpretação de Vanderlei Bernardino. Direção de Cris Lozano. O espetáculo, que contém poemas de Fernando Pessoa e outros, também traz questionamentos sobre Deus, amor e morte. No Sesc Avenida Paulista, em São Paulo (tel. 0++/11/3179-3700).

   
TRILOGIA DE ALICE

TRILOGIA DE ALICE

De Tom Murphy. Direção e cenografia: Carlos Gomes. Com Martha Meo­la (foto), Evandro Soldatelli, Eliana César, Fábio Tomasini.

O espetáculo: Três momentos de vida de uma dona de casa na Irlanda suburbana: aos 25 anos, ela fala sobre seu casamento; aos 40, vive um encontro com um amante do passado; aos 60, enfrenta a tristeza de uma perda irreparável.

Por que ir: Dramaturgo inédito no Brasil, Murphy é um dos expoentes do teatro irlandês contemporâneo. Trilogia de Alice foi considerado o melhor espetáculo adulto do 12º Festival da Cultura Inglesa, em 2008.

Preste atenção: Em como, para atingir a plena exposição dos sentimentos e pensamentos da personagem central, o autor transita por diversos registros narrativos, do naturalismo ao teatro do absurdo.

Onde: Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, 1.000, Paraíso, São Paulo, SP, tel. 0++/11/3383-3488). Quando: De 3a a 5a, às 21h. Até 18/12. R$ 15.

Veja também: A Cabra ou Quem É Sylvia. De Edward Albee. Direção Jô Soares. Com José Wilker, Denise Del Vecchio e outros. Peça, sobre um triângulo amoroso pouco usual, é de autoria de um dos grandes nomes do teatro americano. No Teatro Vivo, em São Paulo (tel. 0++/11/4003-1212).

   
AMOR DE SERVIDÃO

AMOR DE SERVIDÃO

De Marçal Aquino e Marília Toledo. Direção de Marco Antonio Braz. Com Marcelo Galdino, Veridiana Toledo, Martha Nowill (foto) e Manoel Candeias.

O espetáculo: Um desencontro amoroso vivido por quatro pessoas em Belém: o carioca Altino, as irmãs Margot e Marines e Carlos Alberto. Os dois últimos são noivos e vivem uma tragédia. Margot gosta de Altino, que ama Marines.

Por que ir: A peça conta uma história com delicadeza e poesia. Foi inspirada em trecho do livro Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, de Marçal Aquino, que estréia no teatro.

Preste atenção: Em como a peça tem clima rodriguiano: como no universo do dramaturgo, os personagens podem resolver os problemas com facilidade, mas não se desfazem dos véus morais e se entregam ao destino.

Onde: Teatro Aliança Francesa (rua General Jardim, 182, Vila Buarque, São Paulo, SP, tel. 0++/11/3188-4141). Quando: Sáb., às 21h30, e dom., às 19h. Até 14/12. R$ 20.

Veja também: Bem-Aventurados os Anjos que Dormem. De Marília Toledo. Direção de Kleber Monta­nheiro. Com Cris Rocha e outros. A peça também tem clima de thriller da literatura e do cinema. No Teatro Aliança Francesa, em São Paulo (tel. 0++/11/3188-4141).

   
AQUELES DOIS

AQUELES DOIS

De Caio Fernando Abreu. Concepção de Cia. Luna Lunera. Com Cláudio Dias e Rômulo Braga (foto), entre outros.

O espetáculo: Em meio à rotina de uma repartição pública, desenvolvem-se laços de cumplicidade entre dois novos funcionários — o que incomoda os demais.

Por que ir: O espetáculo, um dos destaques do Festival de Curitiba, é uma adaptação do conto homônimo do gaúcho Caio Fernando Abreu, escritor que, com sua escrita fragmentada e dramática, já contribuiu muito para o teatro contemporâneo.

Preste atenção: Nos recursos cênicos usados para substituir as palavras — como quando os corpos dos dois são inspecionados por lanternas de luz fria: uma simbologia dos olhos julgadores dos empregados da repartição.

Onde: Sesc Avenida Paulista (av. Paulista, 119, Paraíso, São Paulo, SP, tel. 0++/11/3179- 3700). Quando: 6a e sáb., às 21h30, e dom., às 19h. Até 14/12. De R$ 5 a R$ 20.

Veja também: Soslaio. De Priscila Gontijo. Direção de Donizeti Mazonas e Gabriela Flores. Com Cia. da Mentira. Depois de ser indicado ao Shell pelo primeiro trabalho, o grupo, também formado por jovens, apresenta o segundo. No Tusp, em São Paulo (tel. 0++/11/3255-7182).

   

O CASAL OU POR QUE VOCÊ NÃO DISSE QUE ME AMAVA?

De Vera Karam. Direção de Roney Facchini. Com Walter Breda e Renata Zhaneta (foto).

O espetáculo: A relação de um casal que, apesar de só dividir vazio e desamor, permanece junto. Eles vivem na mesma casa e nada compartilham, nem mesmo as refeições.

Por que ir: Para ver um espetáculo despretensioso, interpretado por grandes atores. A peça sensibiliza com humor ácido e, ao mesmo tempo, leveza, ao enfocar um tipo comum de relacionamento no mundo contemporâneo.

Preste atenção: Em como a autora busca retratar os desfechos inesperados da vida cotidiana e propõe uma discussão sobre valores nos quais se apóia a sociedade atual, como casamento e felicidade.

Onde: Sesc Pinheiros — Teatro Paulo Autran (rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo, SP, tel. 0++/11/3095-9400. Quando: 6a, às 21h, e sáb., às 19h30. Até 13/12. De R$ 3 a R$ 12.

Veja também: O Amante de Lady Chatterley. Adaptação de Germano Pereira da obra de D. H. Lawrence. Direção de Rubens Ewald Filho. Com Germano Pereira e outros. Peça, a primeira adaptada dessa obra do escritor, também enfoca o amor. No Espaço Satyros Dois (tel. 0++/11/3258-6345).

   
INVEJA DOS ANJOS

INVEJA DOS ANJOS

De Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes, que também dirige. Com Patrícia Selonk e Thales Coutinho (foto), da Armazém Companhia de Teatro.

O espetáculo: Um mensageiro é o fio condutor de histórias que envolvem um casal e dois núcleos familiares. Cada personagem presente em cena atravessa uma crise precipitada por mortes ou nascimentos, reais ou simbólicos.

Por que ir: Para ver este importante grupo retomar a criação dramatúrgica depois de duas bem-sucedidas montagens de Mãe Coragem e Seus Filhos, de Bertolt Brecht, e Toda Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues.

Preste atenção: As quebras e suspensões da trama são características da Armazém desde 1993. A inovação de linguagem se dá por meio da estrutura narrativa, que absorve elementos do realismo fantástico.

Onde: Fundição Progresso — Espaço Armazém (rua dos Arcos 24, Lapa, Rio de Janeiro, RJ, tel. 0++/21/2210-2190). Quando: 5ª a dom., às 20h. Até 21/12. R$ 30.

Veja também: O Assalto. De José Vicente de Paula. Direção de Marcelo Drummond se dá por meio de outra conceituada companhia, o Teatro Oficina. No Espaço Satyros Um, em São Paulo (tel. 0++/11/3258-6345).

   
A COLEIRA DE BÓRIS

A COLEIRA DE BÓRIS

De Sérgio Roveri. Direção de Marco Antonio Rodrigues. Com Nicolas Trevijano e Rafael Losso (foto).

O espetáculo: O embate entre dois prisioneiros em uma noite, numa prisão incerta; pouco se sabe sobre eles ou a razão do confinamento. Enquanto um personagem é rebelde e questionador, o outro é conformado, já abandonou seus sonhos.

Por que ir: A peça, que reestréia, foi indicada ao último Prêmio Shell nas categorias melhor texto e direção. É a oportunidade de ver Roveri trabalhar uma nova linguagem, mais abstrata e aberta a interpretações.

Preste atenção: Em como o diretor se apóia no cenário, constituído apenas por linhas que demarcam supostas paredes, para despertar a imaginação do público. Cabe ao espectador finalizá-la em sua cabeça.

Onde: Espaço Satyros Um (praça Roosevelt, 214, Centro, São Paulo, SP, tel. 0++/11/3258-6345). Quando: 6ª e sáb., às 23h59. Até 20/12. R$ 25.

Veja também: Cine-Teatro Limite. De Pedro Brício. Direção do autor e Sergio Módena. Com Erica Migon, Isaac Bernat e outros. O espetáculo também tem autoria de um expoente da nova dramaturgia. No Teatro Sesc Anchieta, em São Paulo (tel. 0++/11/3234-3000).

   
III DANÇAS

III DANÇAS

Concepção Cênica de João Saldanha. Criação e interpretação de João Saldanha, Laura Samy e Marcelo Braga (foto). Com Atelier de Coreografia.

O espetáculo: Liberdade de expressão e cumplicidade são as matérias-primas do espetáculo, que tem como objetivo mostrar ao público a correspondência entre o coreógrafo Saldanha e dois de seus intérpretes, parceiros de longa data.

Por que ir: É a oportunidade de ver Saldanha dançar. Coreógrafo carioca de fama internacional, fundador da Atelier de Coreografia, ele completa três décadas de carreira e há 15 anos não subia a um palco.

Preste atenção: Em como o espetáculo se propõe a partilhar a criação artística sem hierarquias. E os afetos, determinantes em cena, tornam-se visíveis nos gestos, ritmos e formas, detonadores de cumplicidade.

Onde: Espaço Sesc — Mezanino (rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, tel. 0++/21/2547-0156). Quando: 4ª, 5a e dom., às 20h, e 6a e sáb., às 21h30. De 11/12 a 21/12. De R$ 4 a R$ 16.

Veja também: O Quebra-Nozes. Direção artística de Hulda Bittencourt. Com Cisne Negro Cia. de Dança. O grupo realiza mais uma produção do tradicional espetáculo natalino, que tem música de Tchaikovsky. No Teatro Alfa, em São Paulo (tel. 0++/11/5693-4000).

 

Expediente | Assine BRAVO! | Newsletter | Fale conosco | Mapa do site | Política de Privacidade | Anuncie na Bravo!