Revista BRAVO! | Abril/2009
Edição de Gabriella Mellão (Teatro)
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RAPTADA PELO RAIO — POEMA CÊNICO DE AMOR E MORTE
De Pedro Cesarino. Direção de Cibele Forjaz. Com Lucia Romano e Edgar Castro (foto), entre outros. O espetáculo: A separação entre vivos e mortos em uma trama em que um homem percorre diversas regiões do mundo, na tentativa de resgatar sua esposa falecida. No trajeto, depara-se com os limites impostos por sua própria condição. Por que ir: Para ver um poema cênico sobre as relações entre vida e morte. Mais uma obra dedicada às mitologias ameríndias realizada pela Cia. Livre, responsável pelo premiado VemVai — O Caminho dos Mortos. Preste atenção: A peça propõe ao público uma viagem por mundos paralelos. Busca traduzir, por meio de uma experiência cênico-sensorial, a diversidade desses universos coexistentes na encenação. Onde: Casa Livre (rua Pirineus, 107, Barra Funda, São Paulo, tel. 0++/11/3257-6652). Quando: 6a e sáb., às 21h, e dom., às 19h. De 19/4 a 28/6. Valor dos ingressos: "pague quanto der". Veja também: Encruzilhados entre a Barbárie e o Sonho. Dramaturgia de Antônio Rogério Toscano. Com Barracão Teatro. Essa peça que rendeu indicação a Ésio Magalhães ao Shell de melhor ator em 2008 também foi criada coletivamente. No CCSP, em São Paulo (tel. 0++/11/3397-4002). |
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CIRCO MÍNIMO — 20 ANOS Direção artística de Rodrigo Matheus. Com Circo Mínimo. O espetáculo: Mostra comemorativa dos 20 anos deste grupo, composta por seis espetáculos, entre eles o inédito NuConcreto, Deadly, produção de sucesso internacional, e Gravidade Zero, solo de Matheus escrito por Mário Bortolotto. Por que ir: É uma oportunidade para (re)conhecer parte do trabalho de forte impacto visual criado por este grupo, um dos responsáveis pela renovação da linguagem do circo brasileiro. Preste atenção: Em como o grupo utiliza o potencial simbólico das técnicas circenses na construção dos espetáculos e busca a universalidade ao materializar elementos que dilatam a cena para além do cotidiano. Onde: Sesc Pompeia — Galpão (rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo, tel. 0++/11/3871-7700). Quando: De 5a a dom., às 21h30. De 16/4 a 17/5. De R$ 4 a R$ 16. Veja também: O Processo, adaptação do romance de Franz Kafka. Direção e adaptação de José Henrique. Com Tuca Andrada e outros. A peça que dialoga com o cenário sociopolítico do país também busca o universal. No Sesc Santana, em São Paulo (tel. 0++/11/2971-8700). |
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IN ON IT De Daniel MacIvor. Direção de Enrique Diaz. Com Emilio de Mello (ao fundo na foto) e Fernando Eiras (à frente). O espetáculo: Um acidente de carro envolvendo um Mercedes. A ação se revela parte de uma peça, comentada por dois personagens que, ao contarem as próprias versões do ocorrido, descobrem implicações de suas vidas na obra. Por que ir: Para ver Enrique Diaz se debruçar sobre uma obra contemporânea, depois de desconstruir clássicos em seus mais recentes e premiados espetáculos, Ensaio.Hamlet e Gaivota — Tema para um Conto Curto. Preste atenção: Na contemporaneidade desta obra canadense inédita no país, que convida o público a compor a história da maneira como entender, ou quiser, já que a trama básica dá margem a várias interpretações. Onde: Oi Futuro (rua Dois de Dezembro, 63, 7º nível, Flamengo, Rio de Janeiro, tel. 0++/21/3131-3060). Quando: De 6a a dom., às 19h30. Até 28/6. R$ 15. Veja também: A Noite mais Fria do Ano. Texto e direção de Marcelo Rubens Paiva. Com Alex Gruli, Hugo Possolo, Mário Bortolotto e Paula Cohen. A peça que marca a estreia de Paiva na direção também investiga a metalinguagem. No Sesc Av. Paulista, em São Paulo (tel. 0++/11/3179-3700). |
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DOUTOR FAUSTUS LIGA A LUZ De Gertrude Stein. Direção de Lenerson Polonini. Com Cia. Nova de Teatro. Marçal Costa e Carina Casuscelli (foto). O espetáculo: Uma versão do tema Fausto: um homem vende a alma em troco da invenção da luz elétrica, uma metáfora da sede de poder, conhecimento e tecnologia do mundo moderno. Por que ir: Para ver em cena a visão feminina de Fausto da escritora modernista norte-americana Gertrude Stein, tema já visitado por autores como Christopher Marlowe, Fernando Pessoa e Thomas Mann. Preste atenção: Nas linguagens usadas neste teatro visual, como teatro, vídeo, música eletrônica e moda. E na originalidade da autora, criadora de um texto repleto de repetições cujo tom visita prosa e poesia. Onde: Teatro Anexo da Oficina Cultural Oswald de Andrade (rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo, tel. 0++/11/3221-5558). Quando: 2a e 3a, às 20h. De 9/3 a 27/4. R$ 16. Veja também: Soltando os Cachorros. Dramaturgia de Rodrigo Murat. Direção de Angela Barros. Com Lavínia Pannunzio e outros. A peça, inspirada em obras de escritoras não convencionais, também investiga o universo feminino. No Sesc Av. Paulista, em São Paulo (tel. 0++/11/3179-3700). |
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ÁGORA MAIS DEZ Concepção e realização de Celso Frateschi, Roberto Lage e Sylvia Moreira. Com Ágora Teatro (foto da peça Sonho de um Homem Ridículo). O espetáculo: Mostra comemorativa dos dez anos do grupo. O objetivo é aprofundar as propostas éticas e estéticas a partir de estreias e uma retrospectiva crítica com novas montagens das quatro principais obras da companhia. Por que ir: Para ver um dos importantes grupos de teatro de São Paulo repensar sua arte, tendo como norte estético a busca pelo essencial, sempre presente no trabalho do Ágora, que passa a ser radicalizada. Preste atenção: Na peça de abertura, Sonho de um Homem Ridículo, uma adaptação do conto de Fiódor Dostoiévski que explora o essencial sobre o herói niilista desiludido e dialoga com o contemporâneo. Onde: Ágora Teatro (rua Rui Barbosa, 672, Bela Vista, São Paulo, tel. 0++/11/3284-0290). Quando: De 3/4 a 13/12. R$ 20 cada apresentação. Mais informações: www.agorateatro.com.br. Veja também: O Encontro das Águas. De Sérgio Roveri. Direção de Luiz Valcazaras. Com Bruno Lopes e Edgard Jordão. A peça que conduz com rispidez e lirismo o encontro entre dois jovens em uma ponte também recebe nova leitura. No Teatro Augusta, em São Paulo (tel. 0++/11/3151-4141). |
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ROCK 'N' ROLL De Tom Stoppard. Direção de Felipe Vidal e Tato Consorti. Com Otavio Augusto e Gisele Froes (foto) entre outros. O espetáculo: Acontece entre Praga e Cambridge, de 1968 a 1990. Na República Tcheca, uma banda se torna símbolo de resistência ao comunismo. Na Inglaterra, questões sobre amor e morte definem três gerações da família de um filósofo marxista. Por que ir: Para conhecer o texto mais recente do inglês Tom Preste atenção: Em como a trilha, concebida pelo autor e composta por músicas dos Rolling Stones, Beatles e outras bandas, é protagonista da montagem, tratada não como elemento cênico, mas como personagem. Onde: Caixa Cultural RJ — Teatro Nelson Rodrigues (av. República do Chile, 230, anexo, Centro, tel. 0++/21/2262-8152). Quando: De 4a a dom., às 20h. De 8/4 a 26/4. R$ 30. Veja também: Bartleby. Baseado no conto de Herman Melville. Direção de Joaquim Goulart. Com Cácia Goulart e outros. A peça é de autoria de outro expoente da dramaturgia atual, o espanhol José Sinisterra. No Teatro Imprensa — Sala Vitrine, em São Paulo (tel. 0++/11/3241-4203). |
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UM LUGAR QUE NUNCA TIVE De João Fábio Cabral. Direção de Edson D'Santana. Com Soraya Aguillera (foto), Edson D'Santana e André Moreira. O espetáculo: Retrata, num eterno dia de Ano-novo, a tentativa de reconstrução do núcleo de uma família, constituída pelo pai alcoólatra, a mãe desgostosa com o casamento, e o filho, garoto que busca afirmar-se a partir de modelos que recusa. Por que ir: Para ver a nova obra deste autor talentoso da nova geração, que retoma o tema da família explorado com sensibilidade em Rosa de Vidro, desta vez abolindo as fronteiras entre realidade e sonho. Preste atenção: Em como o autor enfoca no texto questões sobre libertação sexual da mulher, superação da moralidade patriarcal e as dificuldades de um adolescente em crescer e escolher os próprios caminhos. Onde: Teatro Coletivo Fábrica (rua da Consolação, 1.623, tel. 0++/11/3255-5922). Quando: 6a e sáb., às 21h, e dom., às 20h. De 3/4 a 31/5. R$ 30. Veja também: Uma Mulher Vestida de Preto. De Jorge Felix. Direção de Roney Fachini. Com Cristina Mutarelli. A peça também retrata o vazio interior, não de uma família, mas de uma mulher em busca de amor. No Teatro Alfa, em São Paulo (tel. 0++/11/5693-4000). |
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VARIACIONES ALELUYA Direção artística de Juan Carlos García. Com Cia. Lanónima Imperial. O espetáculo: Concebido como uma brincadeira de criança, concentra-se no que é temerário. O medo é enfocado tanto através da presença de seres perversos, como também de situações que desencadeiam movimentos rápidos e sinuosos. Por que ir: Para ver uma obra desta premiada companhia de dança espanhola que, com 22 anos e cerca de 40 criações, compostas inclusive para balés e óperas internacionais, se tornou referência na cena europeia. Preste atenção: Em como a obra trabalha o medo como sentimento que desenvolve a coragem, desenrolando-se plena de situações enigmáticas e atmosferas em claro-escuro, contidas nos contos infantis de terror. Onde: TD — Teatro de Dança (av. Ipiranga, 344 — subsolo, Centro, São Paulo, tel. 0++/11/2189-2557). Quando: 4a e 5a, às 21h. De 8/4 a 9/4. R$ 4. Veja também: Suíte Floral. Direção de Luis Arrieta, que divide a coreografia com Hélio Bejani. Com Ana Botafogo e Lilian Barretto. As estações do ano viram emoções humanas no novo trabalho de Ana Botafogo. No Brasília Alvorada Hotel, em Brasília (tel. 0++/61/3424-7121). |