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O filme Serras da Desordem, de Andrea Tonacci. Apesar dos prêmios em Gramado para a direção e fotografia e da boa recepção da crítica, o filme demorou dois anos para ser distribuído
Janeiro/2009 | Assunto do dia
Por que os filmes nacionais não são exibidos?
Leis de incentivo, sistema de cotas e co-produções com outros países. Com o auxílio dessas medidas, o cinema brasileiro se desenvolveu muito nos últimos anos. Mas a escassez de salas, a concorrência brutal e a defasada indústria da distribuição ainda dificultam a chegada de filmes ao circuito comercial.
Por Gabriela Rassy
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A produção cinematográfica nacional retomou há mais de uma década sua força. Apesar disso, o cinema brasileiro ainda não conquistou proporcionalmente um público tão significativo. Muitos filmes produzidos ainda não chegam às telas. E parte das razões para isso podem ser encontradas nas próprias estratégias usadas para viabilizar a produção.
As leis do Audiovisual e Rouanet são, hoje, as maiores fontes de incentivo para os filmes brasileiros. Elas possibilitam que empresas financiem eventos culturais em troca da dedução de parte do imposto de renda. Nesses casos, o empresário investe, deduz do imposto e aposta no lucro do filme. Mas, segundo o advogado José Maurício Fittipaldi, sócio do escritório Cesnik Quintino & Salinas, especializado em entretenimento e cultura, a prática não funciona bem assim. "Raríssimos filmes dão lucro, então essa não é a preocupação do patrocinador, que investe mais pelo benefício fiscal, que é muito grande", explica Fittipaldi.
Outra alternativa para a produção que a lei permite é a associação com empresas estrangeiras. Quando um filme de outro país é exibido no Brasil, a distribuidora paga um imposto. Pela lei, a empresa pode reverter parte desse imposto para co-produzir outro filme com uma produtora brasileira. "Muitos filmes brasileiros foram viabilizados graças à participação de empresas estrangeiras. Por um lado, quanto mais as empresas estrangeiras lucrarem no Brasil, mais dinheiro elas vão ter para fazer filmes", explica. O que, como as leis de incentivo, têm um colateral. "Por outro lado, elas produzem também os principais concorrentes dos filmes brasileiros", alerta o advogado.
Retomada
O Brasil tem hoje um déficit brutal de salas de exibição e pouquíssimo incentivo à prática de exibição - apenas 9% nos municípios do país têm salas de cinema. Mesmo com a limitada infra-estrutura, é reconhecível que, desde a retomada, o número de filmes nacionais exibidos aumentou muito. "Cresceu o número de distribuidoras dos filmes nacionais e, em 2007, tivemos 82 filmes lançados no cinema. Esse ano começou bem com a estréia de Se eu fosse você 2 que é líder de renda com 4 ou 5 semanas seguidas em cartaz", aponta Pedro Butcher, editor do site Filme B, especializado em mercado cinematográfico.
Outro ponto que colabora com uma produção mais vertiginosa de cinema brasileiro é a facilidade da tecnologia digital. Com ela, o custo para fazer um filme cai consideravelmente, já que uma cópia de 35mm sai, em média, U$ 2 mil.
O crítico de cinema e produtor, Leonardo Mecchi, acredita que hoje há um descompasso entre o modo que os produtores e distribuidores pensam em exibir cinema e a forma como o espectador está consumindo esse tipo de conteúdo. "Existe uma contradição que é o aumento cada vez maior da produção exatamente no momento em que o público que frequenta as salas de cinema cai cada vez mais. Outras mídias (TV, DVD, Internet) acabam assumindo a preferência do espectador na hora de buscar uma alternativa para ver os filmes", disse Mecchi.
Para o produtor, DVDs, locadoras e até mesmo parte dos canais por assinatura estarão completamente obsoletos em um futuro não muito distante. "Você terá uma videoteca virtualmente ilimitada disponível a um toque do teclado, em tempo real e em altíssima definição. Não digo que será o fim do cinema, mas as salas escuras ficarão limitadas a uma restrita elite de apreciadores do cinema enquanto arte (da mesma forma que um museu não é tão frequentado quanto um shopping center)", considera Mecchi.
Festivais
Apesar do público não ter sido tão bom nos últimos dois anos, Butcher ainda aponta outros lados: a imensa quantidade de festivais de cinema, que dão oportunidade de uma cidade ver um filme brasileiro, e a redução dos chamados "sem tela", que são os filmes que não encontravam salas de exibição. "Muitos hoje fazem acordos prévios de exibição com distribuidoras. Os filmes que estão prontos, em geral, estão lançados ou já passaram nos festivais. Portanto, eles acabam chegando às telas, mas em poucas cidades", disse Butcher.
O Brasil possui hoje um amplo circuito de festivais que levam o cinema para mais de 2 milhões de espectadores por ano. E, além dos festivais serem acolhedores com filmes menos comerciais, têm a vantagem de levar o cinema a cidades que não possuem salas de exibição.
"Grande parte do público do cinema brasileiro simplesmente não tem acesso aos filmes - ou porque eles não possuem salas de cinema em suas cidades, ou porque os filmes não chegam a ser programados nessas salas. Além disso, quase todos os festivais brasileiros possuem programação gratuita, o que ajuda a sanar um outro grande fator que motiva a queda de público para o cinema no Brasil: os altíssimos preços dos ingressos", explica Leonardo Mecchi
Conteúdo
Para Marcelo Dória, produtor de O Cheiro do Ralo, o problema dos filmes brasileiros está no conteúdo. "Os filmes nacionais não são bons produtos. Eles não contam as histórias que o público quer assistir. Quem vai ao cinema vai ver o Homem Aranha. Brasileiro quer fazer filme cabeça. Lá fora, filme é produto", afirmou Dória.
O produtor acredita que os profissionais fazem filmes para si próprios, sem se preocupar com o mercado ou com a qualidade. "Se alguém vai acreditar que o filme vai dar público, ele vai ser exibido, se não vai ficar 100% dependente de incentivo", declarou.
Pedro Butcher acredita que a produção brasileira começou a mudar agora. "Projetos mais comerciais estão começando, mas o perfil da produção brasileira ainda é muito baseado no conceito de filmes de autores, com temática mais difícil", disse o editor do Filme B.
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26/08/2009
Glaci - diz: venho por meio desta lhe propor uma possível parceria, Sou roterista e escritora, O meu trabalho, é relacionado em temas violência familiar alcoolismo feminino e pedofelia,Esses são os curtas e longas. Já quantos os demais projetos bem como a natureza chora e livro a bruxa do mal e etc. São educativos, Todos abordão o publico em geral, mas o foco principal publico jovem.Então senhores por favor, eu peço me conseda, uma só chance de poder dar continuidade ao meu unico trabalho pois é só o que sei fazer, E sou apaixonada em escrever, teatros filmes livros projetos musicas poemas, alis tudo, o que faço é com muito amor, Por isso, estou recorendo, e pedindo essa ajuda, Peço desculpa pela minha ousadia, mas o não eu já tenho bastante,E se receber mas um, pelo menos eu estou tentando. Fico no aguardo do seu possível retorno..
ATENCIOSAMENTE.
GLACI CORDEIRO
SÃO JOSE DOS PINHAIS PR.
CEP. 83055400
TEL. 041XX33852348 CEL. 91178169
09/02/2009
almir - diz:
vejo os filmes brasileiros muito carente de ação e ficção, se eu tive-se condição financeira eu mostraria ao brasil como se faz um filme de verdade, filme tem ser feito por quem entende não por amadores. algum pessoa enteresada em ajudar o brasil com um grande filme manda um email pra min,almir almirpatos@hotmail.com
04/02/2009
Leandro Ribeiro - diz:
O cinema brasileiro tem público, mas não um público de massa.
A falta de educação cultural do brasileiro, faz o bom filme nacional parecer difícil, autoral demais.
Se o brasileiro hoje gosta de filme americano é porque ele foi educado a assití-los. Estamos vendo filmes americanos desde que nascemos. Nas tardes e horários nobres. Somente agora começamos a ver filmes nacionais na tv aberta, mas mesmo assim é preciso estar com insônia para assistir, devido os horários que não são nada adequados para alguém que acorda às 6 da manhã.
O cinema brasileiro tem a petulância de ser bom, de conter roteiros inteligentes, de experimentar linguagens e câmeras alternativas e não é Ele que tem que "piorar", se tornando comercial, mas sim, O Brasileiro, tem que perceber que teem um cinema rico, valioso. Principalmente os brasileiros que possuem o poder para educar uma massa consumidora de cinema: a TV.
04/02/2009
eliabeth costa - diz:
Elisabeth Costa-diz
O que acho é que temos bons filmes brasileiros, mas pouca divulgação e preços muito além do que a população poderia pagar, mais ação, preço mais baixo.
04/02/2009
Wesley - diz:
tem mta coisa para ser feita.
precisa-se criar um projeto para construção de salas de cinema nas cidades que não tem, e nessas salas dar preferência para filmes brasileiros.
incentivar os cursos de roteiro, trazer profissionais de fora do país.
essas são as coisas mais básicas, se isso estiver resolvido e bem estruturado o resto se resolverá progressivamente.
03/02/2009
Thiago Tavares - diz:
O grande problema do cinema nacional esta na distribuição,,público tem sim mas os filmes não estão nos cinemas. A produção se preocupa apenas com a produção e esquecem do lançamento. Sei que captar para gravar ja é muito difícil, imagina para distribuir, por isso a grande dificuldade de te-los nos cinemas.
03/02/2009
Vitor Stefano - diz:
O que poderiam fazer, pelo menos nos grandes centros, pelo menos um cinema com 6/8/10 salas apenas com filmes nacionais. Seria um modo de alavancar a veiculação desses novos filmes nacionais e dependendo do sucesso ter projeção também nos outro cinemas.
Entre em: www.sessoesdecinema.blogspot.com
03/02/2009
Leandro Antonio - diz:
Não questiono a forma como os filmes são realizados e nem o conteúdo. E o nosso cinema, tem público sim. Portanto, encaro a distribuição como um fator que dificulta sua apreciação.
Claro que concorrer com os importados é um sonho, mas acho difícil que isto aconteça num futuro próximo. O cinema nacional tem que caminhar por uma linha mais alternativa mesmo e daí retirar seu ganho financeiro, pois os seus ganhos para a sétima arte, considero-os fenomenais. O blog citado por Vitor no comentário anterior é http://sessoesdecinema.blogspot.com
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