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Artes Plásticas
Study For Self Portrait, de Francis Bacon. A obra não <BR> encontrou compradores no leilão da Christie's. <BR>
Study For Self Portrait, de Francis Bacon. A obra não
encontrou compradores no leilão da Christie's.

 

Dezembro/2008 | Assunto do dia

A recessão atinge o mercado de artes?

A Christie's, importante casa de leilões, tem sentido os efeitos da desaceleração. Compradores estão mais cautelosos e os valores "hypados" tendem a ser revistos

Por Elisa Tozzi

A crise econômica mundial começa a atingir uma área que parecia blindada às recessões: o lucrativo mercado de artes. A Christie's, importante casa de leilões, tem sentido os efeitos da desaceleração. Em novembro, o leilão Arte Contemporânea e do Pós-guerra, teve lucros abaixo das expectativas. Arrecadou R$ 258,6 milhões em vez dos R$ 516,7 milhões esperados. Além disso, a obra Study For Self Portrait, do artista anglo-irlandês Francis Bacon (1919-1992) não foi vendida por falta de compradores. Nenhum dos presentes pôde desembolsar R$ 91 milhões, lance mínimo da pintura. Outra obra de Bacon, Portrait of Henrietta de Moraes, leiloada em outubro pela casa Sotheby's, de Londres, também não foi arrematada. A pintura tinha valor estimado entre R$ 20 e R$ 27,4 milhões.

Para Thomas Cohn, proprietário da galeria paulistana que leva seu nome, o esfriamento das vendas acontece devido à cautela dos compradores: "O colecionador de arte é uma pessoa com dinheiro, que fez investimentos de risco e lucrou nos últimos cinco anos. Agora, parte desses lucros se perdeu. Seu instinto é defensivo: parar para medir o prejuízo e depois retomar a vida".

Raquel Arnaud, diretora da galeria homônima, endossa a opinião. "Os colecionadores estão mais precavidos. Não é a primeira vez que enfrentamos uma crise econômica. Todo mundo leva um susto, mas aos poucos as vendas se normalizam", diz.

A recessão, no entanto, não tem apenas aspectos negativos. O diretor da galeria Fortes Vilaça, Alexandre Gabriel, ressalta que os preços são mais realistas nos períodos de crise. "Os critérios para a valorização passam a ser mais rigorosos. O 'hype' dá lugar a uma perspectiva histórica, a uma consideração mais cuidadosa do conteúdo da obra. Isto favorece a qualidade em detrimento da badalação".

 

23/11/2009

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27/07/2009

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29/12/2008

Carol - diz:
Quem é mais quem aqui p/ julgar alguma coisa?... Eu sinceramente acho um exagero esse valor de quadro.. não precisa disso...mas enfim.. qm tm $ sobrando depois de gastar 91 milhoes..rs.. mas tb tenho q assumir q se tem todo esse $ tem méritos..mas mesmo assim, ainda acho um absurdo o preço..


29/12/2008

Andrea - diz:
Mauro e Filipe, dois lados da realidade do Brasil, o privilegiado e o injustiçado, nem tanto nem tão pouco, ambos preocupados com seu proprio umbigo. Facil falar, dificil ter coragem para realizar, valor é uma questão de necessidade, não e financeiro, eu posso eu pago, mas o que o objeto (produto) vai te proporcionar, agregar. Filipe e Mauro dois escravos do sistema imposto pela sociedade, no mundo não ha comida para todos, pois se todos se alimentassem bem e fossem bem nutridos nosso planeta nao existiria mais... com tanta desigualdade social o mundo ja ta esta caca, então imaginem só o que seria.


29/12/2008

Jorge Tenorio - diz:
Em fato a novela que li agora, alias novela e um saco. Uma coisa e arte a outra e burguesia, outra e a ressaca moral no dia seguinte de rico depois do leilão, já vi uma, ficar olhando o objeto do desejo que pode ser uma vaca cara ou uma pintura que foi arrematada embebidas em álcool ou puro exibicionismo. Estamos falando de vaidade exibicionismo ganancia poder e outros sentimentos comum ao ser humano. O resto e aceitarmos que somos imperfeitos.


29/12/2008

Danielle costa - diz:
Acho que os valores são altíssimos sim. Essa história de etiquetar obras de arte são de uma complexidade enorme, pois de certa forma, elitizam a arte, o que não deveria acontecer, pois a arte deve ser do conhecimento de todos, faz parte da cultura do mundo. Pena que isso não acontece. Mas já que resolveram dar preços (e que preços!) às telas, quem as pode comprar é um privilegiado, afinal de contas, nem todo mundo tem vinte milhões pra dar numa pintura, e com essa crise, as pessoas se preocupam mais com feijão, arroz, milho e outras coisas que são prioridade. Bacon são pra fatia menor e mais rica.


29/12/2008

H.P.Junior - diz:
O conceito de acesso à arte é relativo. O grande engano é achar que apenas as obras consagradas ou as que estão num "pedestal" em um museu são as verdadeiras obras de arte. Tem muita arte sendo produzida bem ao nosso lado. É importante que se leve em consideração que os artistas contemporâneos pelejam para sobreviver de sua própria arte, e vivem aí ao seu lado, na sua cidade. Posso não ter acesso a um Francis Bacon, ou até o que seria melhor, a obras de artistas brasileiros, como a Beatriz Milhazes, a Adriana Varejão ou o Vik Muniz, mas posso pesquisar na minha cidade ou na minha região quem está desenvolvendo um projeto sério em arte. Acreditem, esses artistas existem, estão vivos, e são de carne e osso.


28/12/2008

Cristina - diz:
Pra que tudo isso?! Esta discussão não vai chegar em lugar nenhum. Se eu pudesse eu comprava um Francis Bacon, mas por enquanto, só o bacon já tá bom demais. A obra foi criada independente de qualquer classe, religião ou mercado. O resto é especulação sobre algo de valor inestimável.


28/12/2008

Mauri - diz:
Na crise os valores das coisas tendem a se tornar reais... O subjetivo deixa lugar para o objetivo. Por outro lado a tendência é o preço da alimentação subir e subir...


28/12/2008

Junior - diz:
O mercado de arte é uma realidade, gostem ou não dele. Existem vários segmentos dentro desse mercado, e especificidades a serem consideradas. Sou artista também, e o fato de um Francis Bacon vender ou não, não me afeta absolutamente em nada.


28/12/2008

Fabiula - diz:
Filipe e Mauro não parem, por favor! É melhor que novela!!!!


28/12/2008

Tamara - diz:
Como pessoas que lêem esse tipo de revista, podem fazer ESSES tipos de comentário?


28/12/2008

Tamara - diz:
Como pessoas que lêem esse tipo de revista, podem fazer ESSES tipos de comentário?


28/12/2008

Luiz - diz:
91 milhões é uma excrecência, um dinheiro que talvez esse pintor nunca veja na vida. Vejo um complô nessa supervalorização entre donos de galerias, promotores de leilões e críticos cafajestes. A arte parece perder o sentido, ou ser entendida como coisa apenas para quem tem dinheiro para pagar. Lamentável. Ainda bem que existe cultura de massas e cibercultura porque essa valorização de peças artísticas é desmesurada, lucra com as desigualdades provocadas pelo arranjo econômico contemporâneo, além de elitizar a arte. Olhando por este ponto de vista, tomara que a crise seja eterna!


28/12/2008

marcelo salles - diz:
Caramba!!!Quem é esse Filipe Alberti?!?!- É por isso que acho que a internet é um engodo, uma falsa democratização de opiniões.Entrei no site para ler a matéria e me deparo com essas barbaridades. Poupe-me!!! A arte continuará a ter coisas belas e conscientes e também muitas bobagens independente do mercado (ou apesar dele). Isto não tem a ver com burguesia (ainda existem pessoas que utilizam esses termos!). Cara, vai ler se informar,não faça citações erradas ou de "ouvir falar" (o Paulo Francis fazia isso direto, mas com uma inteligência...). Faça um trabalho voluntário ou social para se aliviar, será bem melhor que ficar falando escatologias (isso não choca mais ninguém, talvez nem suas tias).


24/12/2008

Jonas - diz:
parabéns Sr Carro do ano!


24/12/2008

Mauro - diz:
Sr. Filipe Alberti, não nasci em berço de ouro, estudei em escola pública a vida toda e hoje tenho grau universitário, tenho uma boa casa, carro do ano e um bom emprego, lutando com todas essas dificuldade que o senhor apontou. Quem quer, corre atrás, quem não quer, só reclama. Tenha um bom natal!


24/12/2008

Filipe Alberti - diz:
sim, todo mundo tem! o problema é o mundo pagar pelos problemas sexuais dos patrões e das madames


24/12/2008

Mauro - diz:
Sr. Filipi Alberti, o burguês é somente um dos atores do quadro social, nem mocinho, nem bandido. Se ele ganha dinheiro com o trabalho alheio, é porque existe um burro que não se esforçou para melhorar de vida e chegar lá: só quis saber de samba, praia e futebol.


24/12/2008

Filipe Alberti - diz:
adoro peidar, é um alívio absurdo!


24/12/2008

Filipe Alberti - diz:
aonde o Sr mora? Na torre dos sonhos? Vive na história sem fim? no mundo cor de rosa? na carruagem de abóbora? O sr tb acredita em Papai Noel?


24/12/2008

Mauro - diz:
Sr. Filipi Alberti, se for assim, todo mundo tem problema sexual, seja rico ou pobre, pois o pobre também fica todo orgulhoso e satisfeito quando compra algum objeto pra sua casa. Não podemos condenar uma pessoa por ela ter dinheiro e poder gastar mais. O senhor só sabe falar em peido, deve peidar o dia todo e ficar maravilhado com o cheiro. O senhor é um peidólatra.


24/12/2008

Filipe Alberti - diz:
e tb gastar essa fortuna com quadros, esse desejo insano por objetos de valores puramente simbólicos e extravagantes, eu diria que é um problema sexual, como o caro Freud já atestou no século passado!aposto que depois de comprar o tonto fica lá olhando seu quadro e se convencendo de que ele valeu os trocentos milhões...grande apreciador de arte, além disso deve trazer consigo enormes cargas de preconceito com relação a outras inúmeras manifestações artísticas. oh céus, temos que viver sob o julgo dos problemas sexuais burgueses! uhuuh e vc tá juntando seus troco pra ver se compra meu peido engarrafado?


24/12/2008

Zed Nesti - diz:
A tela mostrada também está errada. A que estava no leilão é esta: http://www.christies.com/presscenter/pdf/10282008/12429.pdf Abraço, boas festas e feliz 2009.


24/12/2008

Filipe Alberti - diz:
claro que sou revoltado. tb sou artista e músico. O burguês é quem rouba e lucra horrores em cima do trabalho alheio. Se o burguês fosse essa coisa bela que tu diz, viveríamos num oásis não? ai ai maurinho! vai dizer que vc tb acha que os burgueses cantam liberdade igualdade e fraternidade?


24/12/2008

Filipe Alberti - diz:
tô leiloando o lendário peido engarrafado que o Picasso deu, acho que foi em 1945, depois do alívio de ter acabado a segunda guerra! relíquia...a garrafa é de cristal chamblet fechada herméticamente com tampa de paládio cromado, conservando o aroma original da flatulência. Inigualável!Uma verdadeira obra de arte com toda espontaneidade que um pum pode ter. quem dá mais?


24/12/2008

Mauro - diz:
Sr. Filipe Alberti, o senhor é um revoltado. Garanto se o senhor tivesse esse dinheiro todo, iria desfilar por aí com carrão e compraria muitas obras de arte, tapetes persas, etc. O burguês é que faz a economia circular, dá emprego, etc, por isso tem todo direito de gastar a dinheiro dele com o que quiser.


24/12/2008

Filipe Alberti - diz:
orra, grande filosofia essa sua!! parece que todos temos oportunidades iguais. parece que todos nascem em berços de ouro. parece que não existem pressões sociais. parece que não existe preconceito. parece que não existiu escravidão. parece que não existe ainda (vide recentes reportagens). parece que não pagam 30 dólares de salário mínimo pro chinês. parece que a universidade aloca todo mundo. parece que o ensino público é de qualidade. parece que não é necessário o trabalho braçal. parece que o trabalho braçal é valorizado. parece que a Igreja é santa. parece que não existe alienação. parece que não existe a TV globo. parece que não existe jogo de interesse político. parece que os investimentos em saúde e educação são plenos! é o que parece quando vejo o Sr Mauro falando. Pena que não é assim.


24/12/2008

Filipe Alberti - diz:
isso é uma palhaçada. Se colocarem uma MERDA do oscar nyemeyer, e falar que ele modelou e projetou vão pagar milhões. Burguês é um bixo estranho. Depois reclamam que são roubados, que os pobres dão medo. Olha essa palhaçada...20 milhões? Pro quadro ficar encostado no quarto ou no hall de uma casa dum glutão e duma perua? tenha dó...acho que isso é arte sim, mas no mesmo sentido de quando minha avó dizia para mim, enquanto criança: para de fazer arte meu filho!!


20/12/2008

Rodrigo Capella - diz:
Um clique, uma gargalhada Por Rodrigo Capella* O revólver é a melhor das armas. Mata, sem dor. Sangra, de imediato. Para quem gosta de sangue e morte, como Tavares, não existe nada melhor. É como se ele comesse algo afrodisíaco ou degustasse um Sex on the beach em pleno tuti tuti da balada. Não que seja viaciado em álcool. Não, isso ele não é. Mas, toda quarta-feira, gosta de colocar gelo no copo e beber até mesmo no escritório de advocacia, um cubículo devorado por cupins. Adepto a momentos de caos, é comum vê-lo, toda quinta-feira, carregando a 38 com apenas uma bala para dar um único clique e gargalhar. É assim que Tavares gosta. Não é praticante de esportes. Mas, toda sexta-feira, luta boxe, batendo a ponta dos dedos na parede até sangrar. Amante de ar puro, todo sábado, caminha descalço em pedras de calcário até chegar à areia da praia. Sem descançar, avança ao mar para lavar o pé marcado por bolhas. Todo domingo, debruça-se na varanda de seu apartamento e se equilibra nas grades, quase caindo três andares. Correr ele realmente não gosta. Mas, toda segunda-feira, joga video-game, mexendo-se de um lado para o outro, todo desajeitado, até ter torcicolo. Para fechar a semana, Tavarez não passa uma terça-feira sem olhar os dias e analisar. Conclui que a semana foi ótima e tem apenas uma queixa: ela poderia ter mais dias. (*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e palestrante. Autor de doze livros publicados, entre eles “Rir ou chorar”e “Transroca, o navio proibido”, que está sendo adaptado para o cinema pelo diretor gaúcho Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br


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