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fernanda Martins - diz: - fernanda Martins - diz: - Há +/- 9 anos, o meu filho assistiu à leitura de "palavras para a minha mãe" pelo proprio J.Luis Peixoto, em Pombal, ao ar livre, frente à Biblioteca Municipal. Entre outros textos que o autor apresentou, este fascinou o meu rapaz... hoje, com 16 anos, ainda o apresenta em trabalhos na escola que frequenta (Secundária de Pombal), Juntou-lhe a sua paixao pela musica e fez a sua recitação em Português, algo que me arrepia sempre e que deixou a professora emocionada. Devo ao Jose Luis Peixoto o gosto que o meu filho nutre pela poesia. Muito obrigada Fernanda |
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fernanda Martins - diz: - Há +/- 9 anos, o meu filho assistiu à leitura de "palavras para a minha mãe" pelo proprio J.Luis Peixoto, em Pombal, ao ar livre, frente à Biblioteca Municipal. Entre outros textos que o autor apresentou, este fascinou o meu rapaz... hoje, com 16 anos, ainda o apresenta em trabalhos na escola que frequenta (Secundária de Pombal), Juntou-lhe a sua paixao pela musica e fez a sua recitação em Português, algo que me arrepia sempre e que deixou a professora emocionada. Devo ao Jose Luis Peixoto o gosto que o meu filho nutre pela poesia. Muito obrigada Fernanda |
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Aída - diz: - Os dois contos que colocas-te no blog são adoráveis. Gostei imenso!! É muito difícil escrever contos e estes deixaram-me fascinada. Obrigada |
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Gabriela Morais - diz: - Eu não entendi o que vc quiz passar com este texto. Ingenuidade ou burrice, minha? Ou será que só não estamos na mesma sintônia? Mas mesmo assim me marcou>>> |
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Patrícia - diz: - A mim fez-me lembrar a minha avó "nhanha"... como eu costumo dizer... quero ser assim quando for grande!! ;) |
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Sérgio Luiz Ferreira de Freitas - diz: - É a primeira vez que leio este nome: José Luís Peixoto. E logo vi que não era apenas mais um "Zé". Dificilmente um texto virtual chama minha atenção. Aliás, dificilmente procuro textos virtuais. Gosto mesmo é de sentir o papel em minhas mãos, de sentir o cheiro que dele sai. Melhor, gosto de sentir as letras pulando da tinta direto para meus olhos. Ler com o material nas mãos é algo inigualável. Mas você, José, é um dos raros escritores que tornam a leitura virtual uma experiência agradável. Parabéns! |
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Gata2000 - diz: - Tu tiveste o teu encontro imediato com a Alexandra Lencastre, eu tive o meu encontro imediato contigo! Fui eu que tive a ousadia de te interpelar na entrada da plateia do são carlos. peço desculpa, mas era a oportunidade que tinha de te dizer, pessoalmente que adoro a tua escrita, espero que me perdoes a interrupção. se tiveres tempo, achas que podes ler: http://novevidasdeumafelina.blogspot.com/2009/04/idolatra.html |
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Ana Aurora Sousa - diz: - Descobri a escrita deste homem chamado José Luís Peixoto de uma forma que para sempre estará em mim ligada a uma forte amizade, mas a tempos negros na minha vida. Quando o meu irmão me morreu e não tinha o direito de o fazer. Quando eu era uma mulher disfarçada de criança. E me apercebi disso, brutalmente. Obrigada pelo "Morreste-me", quando mais ninguém o achava, ajudou-me muito, principalmente a chorar quando a homeostasia o requeria. |
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Regina - diz: - Enamorei-me pelo José Luis quando comecei a interessar-me pela literatura portuguesa e, desde então, desperta-se uma paixão arrebatedora na leitura de cada texto da sua autoria... O meu fascínio acresceu no projecto "Antídoto" com os Moonspell. Qualquer fã do grupo ou do José Luis sabe a que me refiro... Magnífico! Aguardo ansiosamente qualquer notícia sobre o novo romance... não há um único livro teu que não esteja na minha estante... não há um único sentimento que não tenhas partilhado comigo, não há emoção que não tenha partilhado contigo... pelo menos assim o sinto. A ti, José Luis, um grande obrigada e quem sabe, um até já... Na próxima vez que te cruzar na rua, prometo-me a mim mesma não ficar boquiaberta e dar-te-ei aquele abraço de quem te é fiel... |
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pedro horta www.fotodecartao.blogspot.com - diz: - Zé Luis: Encontrei o teu Blog por acaso. Para quem ainda acredita no acaso, claro está. Li-o com a sede de quem procura noticias de alguém que há muito se cruzou em determinado ponto da minha vida. Nem de propósito teres falado da militância libertária (eras?) Encontramo-nos um dia, quando me casei. Não foste ao meu casamento, mas eu sai da festa e fui dar-te um abraço. O único que trocámos. Sabes Zé Luis, de toda a "tralha" libertária que tinha em casa, guardo apenas um artigo meu na "Batalha" e as tuas cartas. Decerto que não foi por seres conhecido. Mas por seres um amigo. Fico contente por seres reconhecido, por teres conseguido mostrar aquilo que sempre foste: Um poeta das coisas simples. Abraço |
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Eu mesmo - diz: - Caldo de Galinha Estendi a mão para despedir-me da médica depois da consulta e foi aí que bateu. Na verdade, jamais descobrirei o que, volta e meia, provoca um clik, e lá embarco eu numa vertigem a visitar os episódios da infância. Não pude deixar de me sentir grato, ao ouvir da boca da médica que está tudo bem. Ela não pôs nem tirou nada do que estava, mas sempre são as palavras duma voz autorizada. Deu apenas a sua opinião, demasiado valiosa, no tempo das ecografias e das biopsias. «Fiquem tranquilos». Pronto. Tenho a certeza que era aqui, quando eu me retirei, grato, que a minha avó fazia entrar em cena as Galinhas. Durante muitos anos me insurgi contra as galinhas, os cestos de ovos e os bolos de laranja que a minha avó levava sempre ao médico. Agora entendo. O seguro de saúde da minha avó, o mesmo que a levou, rija como um pêro aos oitenta e muitos, sei-o agora, foram sempre essas laranjas e esses ovos. Sempre vi o médico despedir-se dela com um beijinho e com o bolo na mão, e estender-lhe a receita com toda a doçura. E no funeral dela, lá estava ele, com flores. Sem bolo, sem receita. Não é preciso ser médico, nem psicólogo, para entender que receber alguma coisa de um doente, sobretudo quando se lhe dá uma boa notícia sobre a sua saúde, é um momento mágico e algo que apazigua ambos. Nem que seja uma galinha de pés atados a cacarejar. Não é preciso ser nenhum Mestre em Psicologia para perceber a satisfação que podemos sentir ao dar alguma coisa a alguém para lhe agradecer. E se o não fazemos, fica a faltar qualquer coisa. Fica o corpo curado, ainda que por uma palavra, mas a mente começa a doer, com um ligeiro remorso. A ida à consulta era sempre na Casa do Povo. As pessoas sentavam-se numas cadeiras de madeira com um desenho esquisito e diferente de tudo o que tínhamos em casa para nos sentarmos, à volta duma mesa de bilhar, tapada com uma coberta verde até aos pés, o que atestava a polivalência da sala para salão de baile, morgue, sala de espera, ou para reuniões de freguesia. A sala grande, quase vazia, fazia um eco que tornava quase imperceptível alguma coisa que as pessoas dissessem. E havia sempre alguma mãe moralista que passava o tempo todo a fazer «schiu….» para qualquer criança que se atrevesse a dizer «Mãe, quero água» O médico e alguns doentes fumavam e havia cinzeiros espalhados pelos cantos, de pé alto, em latão, que sempre me meteram medo, julgo por ter encontrado restos de velas em alguns. O cheiro a éter e velas fazia nervoso miudinho. Se calhar a Morte, com a sua grande foice, pairava atrás de algum dos cortinados grená, impregnados de cheiro a fumo da noite de bilharada, à espera de algum mais fraco. O senhor doutor vem à porta a diz com uma voz cansada, arrastada, educada, como de um doutor: « a seguiiir...» A voz condicente com a bata branca, desabotoada na cintura de tanta dúzia de ovos estrelados, e os óculos pendurados na ponta do nariz atados por um fiozinho ao estetoscópio. Umas mãos frias e de pele suave, tanto Nívea a percutir a minha barriga, de moço de 11 anos. «Diz que lhe dói a barriga, senhor doutor, e tem tido febre. Temos medo de ser a dor do apêndice. Não dormiu nada.» Tive de fazer um esgar de dor que fizesse valer considerar a hipótese e justificasse o medo. Sem esforço tive de volta a visão das minhas tripas todas rotas e eu a esvair-me, a caminho de Beja. Ai! - Gemi. As galinhas, que dormitavam com as patas atadas com os cordéis de velhos aventais, dentro dos cestos, espalhados pelo consultório, sobressaltaram-se com o meu lamento, cacarejando, rebolando dentro dos cestos, num rebuliço. Foi-se-me embora a dor, a visão das camas de ferro das camaratas do hospital onde eu tinha pavor de ir parar. O senhor doutor também deve ter abandonado a Visão de todos os meus hipotéticos apêndices em que pudesse estar concentrado, para a visão do imenso Aviário que ele Havia de ter, a correr atrás delas |
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VNI - diz: - À sorte encontrei este blog, encontrei-o e nunca mais o deixei. Adoro o que escreve, assim desta forma simples, e sem mais palavras, adoro. Descobrir a sua escrita foi, para mim, como abrir uma caixa fechada que há muito esperava pela descoberta do que é novo e simultaneamente velho. Sinto-me eu quando leio o que escreve, sinto que o podia sentir, que vejo o que escreve como o vê.Quando puder vá até viciadosnaimperfeisssao.blogspot.com. Aguardo o novo livro como quem espera por uma prenda que abrirá mil portas. |
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Someone - diz: - metaforadospensamentos.blogspot.com É mesmo engraçado como dizemos uma coisa e queremos ouvir outra e às vezes ouvimos uma que sabemos ser outrs! Os Homens são estranhos realmente... |
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Runcolho - diz: - É impressionante o teu dom com as palavras! Consegue sempre mexer comigo. Adorei tudo o que já li vindo de ti e é continua a partilhar estes fragmentos de memórias que fizeram de ti o que és hoje. Um grande abraço! |
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J Granja - diz: - Ainda mais bonito é eu querer ter os livros em casa mais do que uns míseros 5 dias e a biblioteca municipal cobrar-me a multa escrupulosamente a casa 5 min de atraso na entrega...ai se o livros não fossem tao caros e a carteira fosse maior =S Mas não desisto, aliás, um autor destes não o merece. |
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r. - diz: - bonito, bonito é eu querer o morreste-me e nao haver. |
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Cristina Nobre Soares - diz: - Há uns meses chegou-me às mãos o "Morreste-me". E por isso vim aqui. Porque tinha de lhe dizer isto. Que o José Luis disse o indizivel. Porque o meu pai também morreu há pouco tempo. Porque também A senti de perto. Sobre ele. Nos olhos dele. Tinha que lhe dizer isto. Bem haja. Por escrever assim. |
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Ana Conchinha - diz: - Bem... Concordo com a "ana", apanhaste-me de surpresa! Quanto a abordares muito a morte na tua escrita, acredito que sei o motivo... o teu pai. Acredito que será uma forma saudável de expiares a marca que a morte dele te deixou no peito. É uma forma linda de o fazer! Pena que a custo de tanto sofrimento... beijos |
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Rita Oliveira - diz: - eu, pensava no meu inteiror com alegria que, era um texto sem morte, um texto que relatava uma boa experiencia, uma experiencia alegre que tu tinhas resolvido partilhar. no entanto, deparo-me com um texto, no qual falas de uma boa experiencia e de uma morte - como sempre, uma morte. um dia, um dia irás-me explicar o porquê de na tua escrita tudo estar envolvido no acto de falecer. Nada mais escrevo, na escrita nao brilho como tu. 42 páginas ? aguardo anciosamente. |
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Aída - diz: - É fantástico!! Parabéns. |
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ana - diz: - autch =/ estava lançada na leitura pensando que o texto ia ser feliz. o ultimo paragrafo li-o como quem não quer chegar a casa! em 95 entraste para a faculdade? vê so eu entrei para a primária. a minha avó morreu quando entrei para o liceu. |
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Geocrusoe - diz: - bem me parecia que já lera isto. vou continuar a passar por cá, a ler as mensagens deixadas, provavelmente sem comentários e sobretudo a ler e a divulgar os teus livros como tenho feito nos meios por onde ando. Horta, Açores |
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Mireia - diz: - ¡Qué alegría encontrar este blog! (Lamento, sei pouco portugues) Soy una admiradora española y estoy muy feliz de seguir tus palabras por aquí. ¡Sinceros parábens! |
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