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antonio saias - diz: - estou à espera de mais crónicas. Ou tenho que voltar a comprar o JL? Bom 2000inove abraço |
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Lis - diz: - A propósito deste texto lembrei-me deste meu publicado, em 2006, num blog... A propósito de Os amigos do sono e no meio de tanta troca de memórias, lembrei-me da pantera cor-de-rosa e de um episódio que levou a televisão a cores a minha casa. Por essa altura, tínhamos uma grande televisão a preto e branco de marca Grunding (que durou mais de 20 anos), muito feia, de caixa de madeira e com uns botões enormes! Era um monstro mas fazia as nossas delícias... Ora um dia o monstro foi substituído por uma pequena televisão, de botões mais pequenos, de marca Minerva e a cores!! E o caso deu-se graças a mim... Saíra de casa com o meu pai, ele com o firme propósito de comprar uma botija de gás, eu com o firme propósito de passear... A meio do caminho o meu pai encontrou um amigo e como a conversa é como as cerejas e como o assunto não me interessava, larguei a mão do meu pai e fui ver a montra do Sr. Maia... Lá estava ela, bem no centro, aquela que havia de ser minha...no écran a pantera cor-de-rosa era mesmo cor-de-rosa e aquilo seduziu-me...lambia o vidro da montra com o olhar e isso ao Sr. Maia lembrou-lhe negócio. Abeirou-se de mim e perguntou-me se gostava de ter uma igual ao que eu respondi que sim(era óbvio!!); disse-me então que o negócio estava feito, em breve ela estaria em minha casa. Não respondi, juro que pensei que o homem estava a gozar com a minha pantera preta e branca; e não disse nada ao meu pai. O certo é que nesse mesmo dia à tarde, o Sr. Maia entregava lá em casa a minha primeira compra...o meu pai ainda disse que devia ser engano, que não tinha comprado televisão alguma mas o velho comerciante atalhou que a menina (que era eu) a tinha comprado nessa manhã, para ver a pantera cor-de-rosa e que o meu pai a pagava quando pudesse... e foi assim que o meu pai teve de arranjar dinheiro para pagar a minha dívida e eu e a minha irmã pudemos então ver os desenhos animados com todas as cores! Bom 2009! |
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Maria Beatriz - diz: - Minha vó tem 70 anos desde quando eu tinha 10. agora estou com 20, e minha avó tem 70 anos. acho. (escrevi isso outro dia no meu blog e achei engraçado ler por aqui sobre a idade da avós, coisa e tal) |
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Carina - diz: - Adorei este conto. A minha mae adorou tambem. Adoro as tas frases repetidas, as tuas palavras. |
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Ana Barão - diz: - Ana Barão - diz: - Ainda li tão pouco: só dois livros. Estou encantada. Emocionas-me. revejo-me em muito do que dizes. Gosto dessa sobriedade complexa. |
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Ana Barão - diz: - Ainda li tão pouco: só dois livros. Estou encantada. Emocionas-me. revejo-me em muito do que dizes. Gosto dessa sobriedade complexa. |
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Gleidston - diz: - Um escritor original, um ser sensivel a causa da humanidade, e fala dos sentimentos como poucos, aproveito e deixo UM FELIZ NATAL para si e os teus. meu link: http://vivenciaseexperiencias.blogspot.com/ abraço Jose Luis. |
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Paula - diz: - Olá bom dia, Não tenho tido tempo de aqui vir, mas hoje passei simplesmente para desejar um feliz Natal. Beijos, Paula |
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Melissa - diz: - Ternurento |
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Pedro Horta - diz: - Às vezes pergunto-me se o tempo não anda para aqui às voltas, tudo repetindo. Apenas novas personagens, novos objectos, a assumirem o papel dos anteriores. Abraço |
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Miguel Peixoto Maneta - diz: - Quando recordamos o passado, é claro só podemos recordar o que já passou, emocinamo-nos,às vezes até se nos humedecem os olhos, mau é quando o que recordamos parece ter sido ontem, aí de certeza que doeu muito. O que vale são estas recordações longínquas, assim, lógicamente agradáveis, mas mesmo assim os olhos lá ficam húmidos. Recordo-me quando li o Morreste-me, foi num ápice,à lareira na Casa Branca, quando dei por mim estava a chorar, a recordar o ti Zé Peixoto oito dias antes de morrer, embevecido a falar-me com um prazer indescrítivel do filho que se aventurava a escrever e que até ganhava prémios, ia longe. Pobre tio estive tantos anos sem o ver, a minha mãe não se calava, o teu tio Zé está mal vai lá vê-lo, e quando o fui visitar, ao fim de oito dias morria. A minha mãe só me consolava, filho ele passou os últimos dias feliz por ter partilhado o orgulho dele contigo. Tenho andado para também eu partilhar isto contigo Zé Luís, foi hoje. Um abraço. |
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Ana - diz: - O José Luís Peixoto é um escritor de uma grande sensibilidade e um ser amadurecido na planície alentejana. Bem Haja. |
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Marta - diz: - Este comentário não é sobre o textó, é sobre a página. Enquanto tentava ler o texto e descia peça página, ela saltava para a posição inicial (que só permite ler o início do texto). Não sei se é um problema do meu computador, mas se fosse do site, deveria ser arranjado. Costumo gostar dos textos, mas este não ler sequer e tenho pena... |
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BRISA - diz: - ... aunque entiendo cerca de la mitad, no es todo como me gustaría que fuera, mi siguiente depósito lo usaré para comprar un diccionario portugés-español. Espero que estés bien y me escribas pronto. Sonrisas =). Brisa Belmán. |
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castelodespuma.blogspot.com - diz: - bem haja pela partilha de tempos, lugares e pessoas tão especiais* |
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Sandra Pereira Gonçalves - diz: - Ler este texto fez-me voltar atrás no tempo. Ao tempo em que a televisão a preto e branco era o centro da casa da minha bisavó, quem me criou e amou tanto quanto o meu pai e a minha mãe. Durante o dia na escola, sabia que ia para casa dela depois das aulas e que estariamos as duas nas tardes frescas de Verão sentadas no degrau da escada que dava para a entrada do prédio, eu brincava com os meus amigos e ela vigiava-me enquanto conversava com as amigas dela. Depois de jantar, já na companhia dos meus pais via-se a "Gabriela", eu deitava-me no chão, debaixo da mesa, para ter uma perspectiva mais frontal. Hoje a televisão é a cores, não vejo novelas porque já me cansei, e também porque a oferta é tanta que posso variar. O meu filho vai para a praceta brincar com os amigos enquanto que eu e o pai o vigiamos e conversamos com os pais dos amigos dele, ele tem o canal panda só para ele, partilha-o connosco porque lá em casa também só hà uma televisão. a minha mãe e o meu pai já não estão juntos, e a minha bisavó teria feito 106 anos caso fosse viva no passado dia 14. Recordo-a com o carinho que gostaria o meu filho me recordasse, as histórias que partilhavamos enquanto adormeciamos no mesmo quarto e eu lhe pedia para me contar a história da vida dela. Uma história feita de risos e tragédias, de irmãos que morreram e outros que endoidaram, de maridos sindicalistas que fugiam à PIDE trepando telhados. Obrigado por me teres feito lembrar alguns dos melhores momentos da minha vida. |
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Eduarda Pereira Pinto - diz: - Olá Zé Luís . Que coisas lindas que dizes! cada vez me emociono mais com as tuas escritas... deve ser da idade,,, Zé Luís eu gostaria de te enviar por correio os livros teus em braille. o «morreste-me» e a »gaveta de papeis». manda -me uma morada Beijinhos grandes Eduarda |
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antonio saias - diz: - munta bonito o meu nome é António Saias, sou do Almadafe, pertto da Casa-Branca, de onde era o seu pai - que devo ter conhecido até porque seríamos da mesma idade. Eu fiz agora 70 anos. E devo ter sido companheiro de caoboiadas dele, aposto descobri o seu blog, deixei de comprar o JL. Em que só investia pelas suas "verdades quase verdadeiras". Só o vi uma vez em Évora, no Alçude. Apresentação de "Morreste-me" (?) nem sei. Estava com Maria Sarmento - pouco conhecida mas de sensibilidade poética raríssima. desejo-lhe um bom Natal, votos de bom trabalho e incontáveis sucessos |
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Monica - diz: - Veio-me à memoria a primeira televisao a cores lá de casa... eu era muito pequena e lembro-me de estar no sótao a chorar ao pé da televisão a preto e branco (tinha partes de algo parecido com madeira e era quase maior do que eu) porque amava ver a Rua Sésamo e pensava que não dava noutras televisões sem ser aquela..... ...... ...... e nessa altura comia um arroz com nabo delicioso que a minha avó materna fazia, como era pequena nunca lhe pedi a receita, infelizmente.... Apesar de tudo muitas vezes penso que ainda sou muito menina e isso é bom. Muito Obriago pelas tuas palavras a preto e branco cheias de cores alentejanas ;) beijo, Mónica |
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Kátia Proust - diz: - "Os sonhos mais lindos, sonhei/ de quimeras mil um castelo ergui..." Esse é o comecinho da música-tema da novela "Casarão". É a novela que eu e meus irmãos sempre nos lembramos. Acho que naquele tempo, meus pais eram novos; mas eu não sabia. Eles cantavam sempre. Viviam cantando. Ouvir hoje essas músicas é triste. Mas o principal é dizer que eles eram felizes. "Pais infelizes não geram crianças risonhas", ou, literalmente, nas palavras do poeta Philip Larkin: "They fuck you up, your mum and dad". Ah, os meus pais eram felizes! E a minha filha foi sempre uma criança risonha. Mil beijos, mil sorrisos e mil parabéns. Isto que aí está escrito é lindo. Isto é José Luís Peixoto. Obrigada. Mil. |
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